
E o meu mundo gira devagar, sem pressa de o dia chegar ao fim. Sem você no pensamento, sem a ansiedade de te sentir ao adormecer.
E a cada passo meu a prosseguir, você não está para admirar, como se eu apenas fosse semelhante a um robô, programada para agradá-lo em seus dias ruins. É como se meu sentimento não valesse mais, como se só os seus importassem, agora. E eu sempre a lhe esperar. Não; não mais.
Meus dias de frio agora são constantes, minha chuva cai sem parar, com gotas grossas e ao mesmo tempo leves, sempre a me perturbar. Como se minha vida dependesse do teu sol, teu corpo quente junto ao meu. Como se meu peito gritasse por um beijo seu, sem ao menos pensar no que virá depois [...]
Bruna Aguiar Elisiário
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